Pois é, em outubro do ano passado, o Grupo de Trabalho Tocantins aportou na nossa região com uma megaestrutura dotada de equipamentos de última geração na tentativa de localizar restos mortais de desaparecidos da Guerrilha do Araguaia e... nada.
Nem sinal de ossadas ou outro indicativo de restos mortais foi encontrado.
Agora, parentes de desaparecidos, sem nenhum recurso tecnológico e valendo-se apenas do diálogo com a comunidade local conseguiram encontrar restos mortais que podem ser do guerrilheiro Antônio Teodoro de Castro, o “Raul”.
Para mim esse acontecimento prova duas coisas, pelo menos: que o tal grupo de trabalho não tinha lá tanto interesse assim em encontrar os desaparecidos; e que a comunidade local também não quis colaborar com os trabalhos da época, obviamente por medo de abrir o bico, o que é perfeitamente compreensível, afinal nos tempos da guerrilha, quando o país vivia sob o domínio do regime militar, quem falava demais acaba lançado a ferros.
O regime militar – pelo menos para mim – foi tão traumático que até hoje muita gente tem medo a ponto de achar que ainda vive sob as leis da mordaça que tanto mal fizeram ao nosso País.Viva a liberdade! viva a democracia! viva ao estado democrático de direito! ainda que ele seja capenga, como o nosso.
segunda-feira, 22 de março de 2010
sexta-feira, 19 de março de 2010
PMs acusados de participar de assalto ao BB de Jacundá
Essa é quentinha.
Acabei de saber que dois policiais militares são acusados de integrar o bando que assaltou o Banco do Brasil de Jacundá no último dia 9.
Fonte segura de dentro da Polícia Civil revelou que os militares são lotados em Tucuruí e já estariam identificados.
A seguir, as cenas dos próximos capítulos.
Acabei de saber que dois policiais militares são acusados de integrar o bando que assaltou o Banco do Brasil de Jacundá no último dia 9.
Fonte segura de dentro da Polícia Civil revelou que os militares são lotados em Tucuruí e já estariam identificados.
A seguir, as cenas dos próximos capítulos.
quinta-feira, 18 de março de 2010
Senhor Luiz Fernando
Entre as 10 pessoas presas pela Polícia Federal em 14 de novembro de 2006, durante a Operação Rêmora, estava o auditor do Tribunal de Contas do Município, Luis Fernandes Gonçalves da Costa, acusado de participar de um esquema de fraude em licitação e sonegação de impostos.
Passados menos de quatro anos, este mesmo cidadão está trabalhando em Marabá, onde presta serviço na Câmara Municipal e, através de uma empresa, também atua na prefeitura.
Aliás, com essa empresa, a Brasil On Line, Luiz Fernando já fez negócios na ordem de mais de R$ 3 milhões e ninguém na prefeitura explicou até o momento que tipo de produto ou serviço foi oferecido ao município pela Brasil On Line.
A denúncia foi feita pela vereadora Vanda Américo (PV). Em princípio, a informação repassada é de que o tal contrato da Brasil On Line teria sido com a Secretaria Municipal de Educação.
Mas na semana passada, o secretário adjunto da Educação, Carlos Lucena, disse que não sabia do que se tratava o contrato e afirmou que somente o secretário Ney Calandrini poderia falar sobre o assunto.
Mas até agora, nada.
Passados menos de quatro anos, este mesmo cidadão está trabalhando em Marabá, onde presta serviço na Câmara Municipal e, através de uma empresa, também atua na prefeitura.
Aliás, com essa empresa, a Brasil On Line, Luiz Fernando já fez negócios na ordem de mais de R$ 3 milhões e ninguém na prefeitura explicou até o momento que tipo de produto ou serviço foi oferecido ao município pela Brasil On Line.
A denúncia foi feita pela vereadora Vanda Américo (PV). Em princípio, a informação repassada é de que o tal contrato da Brasil On Line teria sido com a Secretaria Municipal de Educação.
Mas na semana passada, o secretário adjunto da Educação, Carlos Lucena, disse que não sabia do que se tratava o contrato e afirmou que somente o secretário Ney Calandrini poderia falar sobre o assunto.
Mas até agora, nada.
quarta-feira, 10 de março de 2010
Câmara Municipal de Marabá: uma vergonha
Nunca mais tinha ido à Câmara Municipal de Marabá, mas esta semana assisti a uma sessão para acompanhar a homenagem a uma amiga. Arrependi-me.
Não por conta da homenagem, porque esta foi justa.
Mas é que me deu uma tristeza de acompanhar os discursos de nossos representantes.
Meu Deus! Quantos discursos vazios.
Eu não vou nem falar dos atropelos na língua portuguesa.
Refiro-me mesmo ao conteúdo das falas.
Pior é que 80% das bobagens ditas foram destinadas a puxa-saquismo.
Como estamos mal representados.
O que me dói, além de tudo, é saber que fomos nós quem colocamos aquelas pessoas ali.
Valha-nos quem?
Não por conta da homenagem, porque esta foi justa.
Mas é que me deu uma tristeza de acompanhar os discursos de nossos representantes.
Meu Deus! Quantos discursos vazios.
Eu não vou nem falar dos atropelos na língua portuguesa.
Refiro-me mesmo ao conteúdo das falas.
Pior é que 80% das bobagens ditas foram destinadas a puxa-saquismo.
Como estamos mal representados.
O que me dói, além de tudo, é saber que fomos nós quem colocamos aquelas pessoas ali.
Valha-nos quem?
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
A cidade está cheia de obras...
A cidade está cheia de obras... inacabadas.
Eu nunca vi uma administração municipal conseguir fazer tanta lambança em tão pouco tempo.
Acho que o último caso semelhante se deu no tempo de Amilton Bezerra, quando eu ainda era menino (e faz tempo viu! rsrsrsrs).
É impressionante a capacidade que esta adminsitração tem de iniciar obras e não termina-las.
Pior que isso só o tamanho da folha de pagamento. É uma bomba relógio prestes a explodir.
Tem Secretaria onde não se faz nada, com 50 funcionários zanzando pra lá e pra cá, esperando o dinheiro cair na conta.
É brincadeira!
Eu nunca vi uma administração municipal conseguir fazer tanta lambança em tão pouco tempo.
Acho que o último caso semelhante se deu no tempo de Amilton Bezerra, quando eu ainda era menino (e faz tempo viu! rsrsrsrs).
É impressionante a capacidade que esta adminsitração tem de iniciar obras e não termina-las.
Pior que isso só o tamanho da folha de pagamento. É uma bomba relógio prestes a explodir.
Tem Secretaria onde não se faz nada, com 50 funcionários zanzando pra lá e pra cá, esperando o dinheiro cair na conta.
É brincadeira!
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Está na hora de mostrar o meu veneno (parte II)
Depois de um longo e tenebroso inverno, envolto em problemas de toda natureza e mudanças na vida profissional, este jornalista resolveu reativar o blog.
Vamos ver nos que vai dar.
"Está na hora de mostrar o meu veneno".
Vamos ver nos que vai dar.
"Está na hora de mostrar o meu veneno".
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Vodu no Giovanni
Eu acredito em Deus e em outras coisas invisíveis, mas honestamente nunca me convenceram as mandingas, macumbas, olhos gordos e outras pragas. Porém, às vezes, acontecem algumas coisas estranhas.
Senão vejamos: semana passada o deputado federal Giovanni Queiroz praguejou os sem-terra, o Incra e movimentos sociais que lutam pela reforma agrária no País.
Representante de toda uma região que é tida e havida com uma das mais produtivas do País, Giovanni disse sem nenhum decoro – e sem meias palavras – que daria um tiro na cara de qualquer sem-terra que invadisse uma fazenda sua.
Pois bem, quis o destino que Giovanni pisasse nesta região, no sábado, participando de atividades políticas na zona rural – lotada de assentamentos e invasões, onde moram, mau e porcamente, os amaldiçoados por Giovanni Queiroz, aqueles a quem ele gentilmente daria um tiro na cara.
Os desvalidos – alvos móveis de Giovanni – não lhe fizeram mal, mas com certeza lhe rogaram muita praga. Resultado: o deputado, do alto de sua arrogância, despencou de uma escada ao lado do palanque onde discursavam autoridades.
Foi parar no hospital. Ali passou dois dias, internado. Felizmente para os seus, ele saiu ileso.
Fica aqui o recado ao nobre parlamentar: cuidado. Os bruxos estão à solta, debaixo das lonas pretas, correndo o risco de, a qualquer momento, pegarem um tiro na cara. Mas sempre com seus alfinetes pontiagudos nas suas mãos calejadas.
Senão vejamos: semana passada o deputado federal Giovanni Queiroz praguejou os sem-terra, o Incra e movimentos sociais que lutam pela reforma agrária no País.
Representante de toda uma região que é tida e havida com uma das mais produtivas do País, Giovanni disse sem nenhum decoro – e sem meias palavras – que daria um tiro na cara de qualquer sem-terra que invadisse uma fazenda sua.
Pois bem, quis o destino que Giovanni pisasse nesta região, no sábado, participando de atividades políticas na zona rural – lotada de assentamentos e invasões, onde moram, mau e porcamente, os amaldiçoados por Giovanni Queiroz, aqueles a quem ele gentilmente daria um tiro na cara.
Os desvalidos – alvos móveis de Giovanni – não lhe fizeram mal, mas com certeza lhe rogaram muita praga. Resultado: o deputado, do alto de sua arrogância, despencou de uma escada ao lado do palanque onde discursavam autoridades.
Foi parar no hospital. Ali passou dois dias, internado. Felizmente para os seus, ele saiu ileso.
Fica aqui o recado ao nobre parlamentar: cuidado. Os bruxos estão à solta, debaixo das lonas pretas, correndo o risco de, a qualquer momento, pegarem um tiro na cara. Mas sempre com seus alfinetes pontiagudos nas suas mãos calejadas.
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